
Em 98, quando te conheci naquele congresso, em Recife, de cara vi que tu eras uma pessoa especial. Que prazer eu tive em te conhecer. Foram dias de pura diversão, muitas risadas e, claro, de álcool. Muito álcool. Até hoje, quando me lembro daquela noite na Fun House, me dá vontade de rir. O tempo nos separou. Seguimos caminhos diferentes. Mas sempre levei na lembraça boas histórias daqueles dias e de tantos outros na Unama.
Até que no início do ano passado o destino quis que nos reencotrássemos aqui em São Paulo. E em pouco mais de um ano vi que tu eras muito mais especial do que eu imaginava. Esse gênio ariano forte (tu vivias fazendo questão de lembrar que a culpa era do signo) se apagava no meio de tuas palhaçadas. Viravas uma menina. Eras uma menina, de apenas 28 anos. Uma menina que, mesmo triste, fazia todos à sua volta sorrirem.
Ontem quando a Lilian me ligou dizendo o que tinha acontecido, não queria acreditar. Era duro demais pra ser verdade.
Por quê? Justo agora que as coisas estavam começando a dar certo na tua vida? Justo agora que estava aproveitando tanto tua companhia tão especial? Isto é justo?
Minha vontade era de dormir e acordar de um pesadelo. Mas acordei foi com a dor profunda da realidade. Uma tristeza imensa em saber que tu não farás mais parte da nossa vida (pelo menos não presente).
Pra quem vou ligar pra pertubar no meio da tarde? Quem vai me chamar no msn só pra me mandar um beijo e dizer que está com saudade?
Saudade hoje sinto eu, minha amiga. Muita! Mas também me sinto uma pessoa bastante privilegiada, por ter tido o prazer de usufruir da tua companhia nesse último ano.
Beeeeeecha, podes ter certeza de que que o mundo não vai ter a mesma graça sem tu por aqui.
Mas podes estar certa também de que um dia a gente vai se reencontrar.
Fica com Deus.
“...É quando teus amigos te surpreendem
Deixando a vida de repente
E não se quer acreditar
Mas essa vida é passageira
Chorar eu sei que é besteira
Mas, meu amigo, não dá prá segura
Não dá prá segurar
Não dá prá segurar
Desculpe meu amigo, mas não dá prá segurar...”
(Vida Passageira – Ira!)