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quarta-feira, 27 de junho de 2007
" A cidade que nunca pára "


Sempre ouvi dizer que São Paulo é uma cidade que nunca pára. E eu cresci acreditando piamente nisso.
Ano passado essa idéia, pra mim, começou a cair por terra. Antes de me mudar pra cá (início desse ano), vim passar o feriado de Corpus Christi.
Uma das primeiras coisas que fiz foi procurar um restaurante no famoso bairro do Bixiga. Foi uma surpresa frustrante não encontrar sequer um aberto. Devo estar procurando no lugar errado, pensei.
No último natal vim, mais uma vez, para Terra da Garoa, comemorar com uns amigos. No dia 25 fomos almoçar no shopping. Me surpreendi ao ver que em toda praça de alimentação só tinham 2 restaurantes abertos. Com filas enormes, lógico.
Logo depois que me mudei fui, num sábado de noite, procurar o jornal de domingo pra comprar. Todas as bancas que encontrei estavam fechadas (isso era mais ou menos umas 22h00). Fui até um posto de gasolina, que tinha uma loja de conveniência, perguntar se eles teriam o jornal pra vender. As pessoas de lá me olharam com uma cara de espanto tão grande que, por um momento, pensei ter duas cabeças.
Comentando isso com pessoas daqui, elas me falarm que seriam os lugares que eu estava procurando. Até pode ser, pensei. Mas em outro feriado que passei aqui, fui a um grande shopping da cidade. Só a praça de alimentação estava aberta.
Eu, que já morei no Rio, não tive como não fazer comparação. lá as coisas não fecham mesmo. Nem em feriado.
Hoje eu posso dizer que São Paulo fecha sim. Pelo menos nos feriados. Só que os paulistas não ficam aqui pra ver isso.


Postado por: Leiloca às 10:11
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segunda-feira, 25 de junho de 2007
" 5 livros "


Lulu me indicou participar de uma corrente bem legal. Tenho que escolher 5 livros que eu mais gostei e indicar mais 5 pessoas para participar. A escolha foi bem difícil, já que adoro ler. Aí está o resultado.

Janes Lins, o playboy que não deu certo - Mário Prata
Quando adolescente minha leitura se resumia aos livros indicados pelos professores da escola, a chamada leitura extracurricular. Só lia pq era obrigada. Certa noite, assistindo ao Jô 11 e meia (ainda no SBT), vi uma entrevista do Mário Prata, que estava justamente lançando esse livro. Não parei de rir um instante sequer durante toda entrevista. Comprei o livro assim que pude. Amei! Foi ele quem me mostrou que a leitura vai muito além da escola e que ler não é obrigação e sim puro divertimento.
Mário Prata se tornou meu autor preferido. Já li quase todos os livro dele.

Caprichos e Relaxos - Paulo Leminski
Não sou muito chegada a poesias, mas amo Paulo Leminski. Viajo nas suas palavras nada melosas, mas mesmo assim, cheias de amor.
(Foto tosca pq foi tirada por mim. Não encontrei a imagem na net)




Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - Sophye Kinsella
Amo livros de mulherzinha.
Mais do que Bridget Jones, a Becky é a minha cara. Principalmente nesta nova fase da minha vida, que estou uma consumidora super compulsiva.
Vale a pena ler este e os outros da série. Ao todo são 4. Falta eu ler o último, mas tenho certeza que deve ser tão bom quanto os outros.




Loucuras de um Publicitário - Lula Vieira
Creio que, para quem me conhece e conhece o meu blog antigo, não preciso nem explicar o motivo desse livro estar na minha lista.
Foi por causa única e exclusivamente do Lula Vieira que eu virei publicitária.




Almanaque dos anos 80 - Luiz andré Alzer & Mariana Claudino
Esse pra mim é mais do que um simples livro. É a minha infância inteira. É a lembrança da melhor época da minha vida.





Como estou voltando agora, não vou indicar ninguém. Não tenho mais tantos amigos virtuais assim. Mas se alguém quiser listar os seus livros, fique à vontade. Alguém se habilita?


Postado por: Leiloca às 11:56
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sexta-feira, 22 de junho de 2007
" Post Comunitário "


Pra voltar em grande estilo pro mundo blogueiro, não poderia deixar de participar do post comunitário,da Micha, sobre Fama.


Fama


Antes eu imaginava que fama e sucesso eram a mesma coisa, que seria o reconhecimento das pessoas por um algum talento especial.

Mas depois dos BBB’s e de tantos outros reality shows, que minaram a tv nos últimos anos, eu mudei completamente a minha visão sobre o assunto.

Hoje acho que a fama se resume a ser reconhecido, a estar na mídia, mesmo que a pessoa não tenha nada de especial pra mostrar, além de um corpo bonito. É claro que essa fama é efêmera. Fama longa mesmo só tendo conteúdo mesmo.

Quando eu era pequena queria ser modelo. Apesar de não ter altura, eu era muito magra. Depois da minha adolescência eu mudei de idéia. Comecei a perceber que isso dá muito trabalho e muita dor de cabeça.

Deve ser muito ruim as pessoas invadirem a tua privacidade, tornar público tuas particularidades espalhar um monte de mentiras. Acho que isso estraga com a vida de qualquer um. Pode acabar com relacionamentos. No caso da Lady Di, acabou com a vida dela.

Lógico a fama não tem só o seu lado ruim. Por isso muita gente corre atrás dela. Ela trás dinheiro fácil, presentes bons e festas, muitas festas.

Mas pra ter dinheiro fácil, preferiria ganhar na mega-sena. Daí eu comprava todas as ouras coisas boas, sem precisar ser famosa. Podendo, inclusive, fazer o que quisesse. Ninguém iria me descobrir mesmo.



Postado por: Leiloca às 12:53
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quarta-feira, 20 de junho de 2007
" Fases da vida "


Acho que, desde que a gente nasce, nossa vida é marcada por acontecimentos festivos.
Não lembro ao certo quais acontecimentos passaram pela minha infância ou início da adolescência, mas com certeza devem ter tido.

A primeira fase de comemorações que lembro, foram as festas de 15 anos. Quase todas as minhas amigas do colégio festejaram seus 15 anos praticamente na mesma época. Creio que tenha sido um ano inteiro de festas.

Passado alguns anos, vem a época das formaturas. Muitas comemorações. Também é bem divertido, mas, particularmente, é a fase que menos gostei. As festas sempre foram (e continuam sendo) muito parecidas. As mesmas músicas, as mesmas homenagens. Outro ponto negativo é que nem dá pra convidar muita gente. Mais a família mesmo. Isso pra quem faz a festa junto com a turma inteira, claro.

Não demora muito, começa a época dos casamentos. Parece que todos os amigos combinam de casar em um curíssimo espaço de tempo. Ao contrário das formaturas, eu amo casamentos. Sempre tem algo de diferente e de divertido nessas ocasiões.

E, quase que paralelamente a esta época - mais que se prolonga um pouco mais -, surge a fase que estou vivendo neste exato momento: a dos filhos. Nunca imaginei ter tantas amigas grávidas ou querendo engravidar, ao mesmo tempo. Sem contar as que já tiveram.

Amo viver e aproveitar cada uma dessas fases. Espero que venham muito mais épocas boas, assim.

Mas qual será a próxima?


Postado por: Leiloca às 23:01
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terça-feira, 19 de junho de 2007
" Papo de Salão "


Dia desses resolvi fazer um programa de mulherzinha. Fui ao salão de beleza, fazer as unhas.
Não sou muito dada a esses tipos de programa (só vou ao salão de 6 e 6 meses pra cortar o cabelo. E sempre vou a um diferente), afinal eu rôo as minhas desde que me entendo por gente. Mas agora estou tentando deixá-las crescer, por isso tomei coragem e fui.
Já na entrada estranhei um pouco. A recepcionista me tratou como se fosse sua amiga íntima, sendo que nunca tinha visto essa figura antes na minha vida, ou sequer em encarnações passadas.
Como não tinha marcado hora, tive que esperar um pouco. Vááááárias revistas de fofoca estavam espalhadas por todos os cantos do salão. Uma senhora, que se sentou ao meu lado, começou a puxar conversa. Primeiro falou sobre o clima, acho que pra testar minha simpatia. Mas foi só sorrir pra ela que logo trocou de assunto e começou a falar das pessoas que estavam no salão. Soube que a moça que estava pintando o cabelo tinha acabado de se divorciar do marido, que a senhora que estava fazendo unhas era dona de uma loja no shopping e que a moça que tava oferencendo café para as clientes, na verdade era a dona do salão.
Ainda bem que não demorou muito para eu ser chamada. Pensei, "oba! Me livrei". Ledo engano. A manicure começou a querer conversar assim que eu me sentei na cadeira. Ela queria saber tudo sobre mim. Quem eu era, onde morava, o que fazia da vida. Mas a única coisa que soube é que eu sou casada, e só por conta da aliança. Das outras perguntas eu me esquivei. Não queria ser papo das próximas conversas do salão.
Entre uma beliscada e outra com seu alicate na minha cutícula, ouvi a recepcionista falar:
- Queria tanto ver as fotos do casamento da Wanessa. Disseram que tava tudo lindo.
Quem seria essa tal de Wanessa? Alguma cliente do salão? Será que foi alguém que fez o dia da noiva lá?
Não!
Não demorou muito pra eu descobrir que ela estava falando da Wanessa Camargo. E que as fotos estariam estampadas em todas as revistas de fofoca que estariam no salão na semana seguinte.
E eu pensando que a tal da recepcionista se sentia íntima da minha pessoa. Que nada. Na verdade eu era uma mera desconhecida, que tinha entrado no salão pela primeira vez. Íntima mesmo era a Wanessa Camargo e toda família dela.
Terminada minha missão no salão, tive vontade de sair correndo.
Tive certeza de que naquele salão não entrava novamente... e que, de alguma forma, eu iria fazer parte do papo daquelas mulheres.



Postado por: Leiloca às 21:39
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